Quando eu era menor, respondi a um dever de casa com três palavras: tatuador, presidente e escritor. Em cima da minha caligrafia em formação, a pergunta era a mais clichê e aterrorizante possível. A professora queria saber o que eu sonhava em ser. Hoje, já não tenho mais vontade de presidir o país. Tampouco tatuar, apenas ser tatuado. Permaneceu então a vontade de ser várias coisas ao mesmo tempo e também a escrita, o ofício mais ingrato dos três.
Aqui estão reunidas minhas publicações dos últimos anos. Entre poesia, ficção, ensaio, artigo e coisas ainda sem nome, gosto de me imaginar idoso, quem sabe menos atribulado, olhando para o que eu comecei a publicar antes do trinta anos. Também gosto de imaginar, hoje mesmo, todas as combinações de mãos e olhos que passam por aquilo que coloco no mundo.
Digo por aí que estou escrevendo um romance. Você pode acreditar em mim ou não.
Quando eu era menor, respondi a um dever de casa com três palavras: tatuador, presidente e escritor. Em cima da minha caligrafia em formação, a pergunta era a mais clichê e aterrorizante possível. A professora queria saber o que eu sonhava em ser. Hoje, já não tenho mais vontade de presidir o país. Tampouco tatuar, apenas ser tatuado. Permaneceu então a vontade de ser várias coisas ao mesmo tempo e também a escrita, o ofício mais ingrato dos três.
Aqui estão reunidas minhas publicações dos últimos anos. Entre poesia, ficção, ensaio, artigo e coisas ainda sem nome, gosto de me imaginar idoso, quem sabe menos atribulado, olhando para o que eu comecei a publicar antes do trinta anos. Também gosto de imaginar, hoje mesmo, todas as combinações de mãos e olhos que passam por aquilo que coloco no mundo.
Digo por aí que estou escrevendo um romance. Você pode acreditar em mim ou não.